Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, defendem que o parlamentar evite repetir o tom político da carta enviada anteriormente aos Estados Unidos durante as audiências públicas em Washington. Segundo interlocutores, o objetivo é prevenir "escorregões" que possam ser utilizados como munição política pelo governo Lula, exigindo que a atuação do senador foque na defesa do país e não de seu campo político específico.

A audiência, iniciada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), tem como pauta a discussão de uma proposta de tarifa de 25% contra produtos brasileiros. Enquanto o governo Lula optou por não participar da sessão, priorizando conversas diretas com o representante comercial norte-americano e enviando apenas observadores da Embaixada, o setor privado brasileiro apresenta argumentos para tentar reverter ou suavizar a nova alíquota.

Apesar da resistência na pré-campanha devido a críticas sobre a falta de integração entre grupos aliados e à condução do senador Rogério Marinho, Flávio Bolsonaro mantém a agenda internacional. O senador declarou que irá aos EUA para defender o Pix, inserindo-se no contexto das negociações comerciais, sob a vigilância de sua base que alerta para os riscos de desgastes adicionais em meio às tensões tarifárias.