A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, subiu 0,58% em maio, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Embora haja uma desaceleração em relação aos 0,67% registrados em abril, o cenário no supermercado permanece crítico: a alimentação em casa registrou a maior alta para o mês de maio em 18 anos.

Apesar da leve queda no ritmo geral dos preços, os alimentos continuam sendo o principal vilão do bolso do brasileiro. Sozinho, o grupo de Alimentação e Bebidas respondeu por 0,29 ponto percentual do IPCA total de 0,58%. Essa pressão específica mantém a inflação acumulada em 12 meses em trajetória de alta, tendo subido de 4,39% para patamares superiores, mesmo com a desaceleração mensal.

O impacto direto no dia a dia das famílias é visível também nas refeições fora de casa. O tradicional prato feito, antes uma alternativa econômica, viu seu preço médio saltar para R$ 31,90 em junho, uma elevação de 5,4% em relação a meses anteriores, conforme aponta o Índice Prato Feito (IPF) da FAC-SP. O dado confirma que o alívio na inflação geral dos alimentos ainda não se traduziu em preços mais acessíveis na mesa do consumidor.