Segundo apuração do G1 Economia, um grupo de alunas da Escola Municipal Saint Hilaire, na periferia de Porto Alegre (RS), fundou o coletivo "Garotas de Vermelho" para enfrentar a pobreza menstrual. Iniciativa nascida na biblioteca da escola, o projeto transformou conversas antes marcadas por vergonha em ações de acolhimento e produção de absorventes para distribuição gratuita.

A reportagem destaca que a iniciativa vai além da doação de itens de higiene, servindo como plataforma para debater saúde, violência e dignidade entre adolescentes. As estudantes organizaram-se para fabricar os kits, suprindo uma necessidade básica identificada em sua própria comunidade escolar e vizinhança.

Por que importa: A ação ilustra como a mobilização estudantil em escolas públicas pode gerar soluções locais imediatas para crises sociais estruturais, como a falta de acesso a produtos de higiene íntima que afeta a frequência e o desempenho escolar de meninas no Brasil.