A Petrobras ampliou a oferta de gasolina e diesel para entrega em abril após uma notificação da Agência Nacional do Petróleo (ANP). A medida da estatal foi tomada para evitar o risco de desabastecimento, depois que distribuidoras alertaram para a queda da importação no período e o perigo de falta dos combustíveis no mercado.
O cenário de alerta no setor de combustíveis ganhou contornos de urgência política. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que vai cobrar uma resposta dos governadores sobre o apoio ao diesel. A cobrança ocorre em um momento crítico: parte dos estados pediu ao governo federal um prazo até segunda-feira (30) para decidir se adere ao plano de ajuda para baratear o combustível.
"A população não pode esperar", declarou Ceron sobre o impasse do subsídio ao diesel. A pressão do governo federal reflete a necessidade de definições rápidas por parte dos estados, enquanto o mercado ainda tenta equilibrar a oferta interna diante da redução das importações.
Apesar da tensão no fornecimento, o mercado de distribuição mantém perspectivas financeiras otimistas. O Goldman espera que as distribuidoras operem com margens mais altas na primeira metade do ano, com o crescimento aparecendo no primeiro trimestre e se mantendo no mesmo nível ao longo do segundo.
