A campanha de pressão digital orquestrada pelo banco Master não se limitou a atacar diretores do Banco Central. Segundo apuração da colunista Mariana Barbosa, do UOL Economia, o ex-presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), João Pedro Nascimento, também se tornou alvo da mesma artilharia digital utilizada pela instituição financeira.
De acordo com a reportagem, Nascimento foi atacado imediatamente após proferir um voto que contrariava os interesses do Master — padrão de comportamento que revela uma estratégia deliberada de intimidação a reguladores.
O movimento ocorre no contexto da tentativa do Master de viabilizar sua compra pelo BRB (Banco de Brasília), operação que esteve sob análise do Banco Central no ano passado. A ofensiva digital teria como objetivo desacreditar e pressionar autoridades que se posicionassem de forma desfavorável à instituição ou às suas operações.
O caso levanta sérias questões sobre as práticas adotadas pelo banco para influenciar decisões regulatórias, envolvendo dois dos principais órgãos de supervisão do sistema financeiro brasileiro: o Banco Central e a CVM.
