Esqueça as Magnificent Seven. Para Jeff Currie, veterano estrategista de commodities com mais de duas décadas de mercado, a maior oportunidade de investimento ligada à inteligência artificial não está nas sete gigantes de tecnologia — está nas petroleiras.

Currie batizou sua tese de "Munificent Seven" — as sete "magnânimas" —, um grupo formado pelas principais companhias de petróleo do mundo. O argumento inverte a lógica dominante de Wall Street, que concentra apostas de AI em nomes como Nvidia, Microsoft e Meta.

A premissa central: o boom de AI exige energia em escala sem precedentes, e são as grandes petroleiras — não as Big Techs — que estão posicionadas para capturar esse valor estrutural. Enquanto o mercado corre para chips e modelos, Currie aponta para a infraestrutura energética que sustenta toda a cadeia.

A tese reposiciona commodities no centro do debate sobre AI — longe do glamour do Vale do Silício, mas perto de onde, segundo o estrategista, o dinheiro de verdade será feito.