O atraso na implementação do Imposto Seletivo pode criar um déficit de aproximadamente R$ 10 bilhões na arrecadação federal nos três primeiros meses de 2027, conforme apurado pela Folha Mercado. O tributo, que visa aumentar a carga sobre produtos como cigarros e bebidas com metas de saúde pública, ainda não foi regulamentado, e esse adiamento compromete previsões fiscais do governo.

Diante desse vácuo, a equipe econômica já desenvolve um plano alternativo para compensar a perda de receita, embora os detalhes não tenham sido divulgados. A falta de clareza sobre o cronograma de implementação gera incerteza para o planejamento orçamentário e pode afetar a capacidade do governo de cumprir metas de superávit primário.

A situação reforça a pressão sobre as contas públicas em um momento em que outros indicadores — como a alta do dólar e a aversão ao risco nos mercados — já dificultam o ambiente fiscal. Sem a entrada do Imposto Seletivo, o governo terá de buscar outras fontes de receita ou cortar despesas, o que pode impactar investimentos e políticas públicas no início de 2027.