O Banco Central (BC) anunciou uma mudança nas regras do Pix por aproximação que pode facilitar — e também exigir mais atenção — na hora de pagar suas compras. A partir de agora, não existe mais um teto específico de R$ 500 por transação para essa modalidade. O limite passa a ser o mesmo já definido para outras formas de Pix, como chaves ou QR Codes, dentro do valor geral estabelecido pelo seu banco.
A medida busca dar mais flexibilidade aos usuários, segundo o BC. Antes, quem queria pagar um valor maior que R$ 500 por aproximação precisava recorrer a outros meios, como cartão de crédito ou transferência tradicional. Agora, o limite será único, mas cada instituição financeira poderá ajustar os valores conforme seu próprio critério de segurança, o que pode variar de banco para banco.
Para o consumidor, a principal mudança é a possibilidade de usar o Pix por aproximação em compras mais caras, como supermercados ou farmácias, sem precisar digitar senha ou recorrer a outros métodos. No entanto, é preciso ficar atento: o teto geral do Pix continua existindo, e os bancos podem reduzir ou aumentar esse limite conforme o perfil do cliente. Quem costuma fazer transações maiores deve checar com sua instituição se haverá ajustes.
A decisão faz parte de um movimento do BC para simplificar as regras do Pix e incentivar o uso do sistema de pagamentos instantâneos. Desde seu lançamento, em 2020, o Pix já superou outros meios de pagamento em volume de transações, e a expectativa é que a flexibilização ajude a consolidar ainda mais essa preferência dos brasileiros.
