Uma alta de juros pelo Banco Central Europeu (BCE) em junho é considerada praticamente certa, segundo fontes relatadas pela Reuters. Autoridades da instituição descrevem o movimento como "quase selado", impulsionado pela persistência de pressões inflacionárias ligadas aos custos elevados de energia.

O cenário é agravado pela ausência de acordo de paz envolvendo o Irã, o que mantém os preços energéticos sem perspectiva de alívio no curto prazo. Com a inflação headline já em patamares elevados, o BCE enfrenta pouco espaço para postergar a decisão.

Por outro lado, a instituição deve evitar sinalizar um novo aperto em julho, preferindo manter as opções em aberto e adotar postura dependente de dados econômicos. A estratégia reflete a cautela do banco diante de um ambiente ainda incerto, no qual endurecer o discurso prematuramente pode comprometer a credibilidade da política monetária frente a choques externos imprevisíveis.