O Banco Central Europeu (BCE) caminha para um aumento de juros na reunião de 11 de junho, considerado praticamente certo por quatro fontes da instituição ouvidas pela Reuters. A decisão é impulsionada pela inflação da zona do euro, que segue em 3% — patamar significativamente acima da meta de 2% —, além da necessidade de preservar a credibilidade do banco central após sinalizações anteriores de aperto monetário.

Apesar da quase certeza quanto a junho, as mesmas fontes indicam que um novo movimento em julho seria prematuro. O BCE deve, portanto, adotar tom cauteloso em relação a eventuais altas subsequentes.

Analistas do Deutsche Bank projetam aumentos de 0,25 ponto percentual em junho e setembro, o que levaria a taxa básica europeia ao nível de 2,50%. A perspectiva mais adversa para a inflação, destacada pelo FXStreet com base em fontes próximas às discussões, reforça o argumento para a elevação já no próximo mês.