Membro do Conselho do BCE e governador do Banco Central de Malta, Alexander Demarco, afirmou nesta sexta-feira que o banco central europeu provavelmente precisará elevar os juros na reunião de política monetária de junho.
Demarco reforçou que o BCE precisa demonstrar compromisso com a meta de inflação de 2% para manter sua credibilidade. Segundo ele, as expectativas de inflação de médio prazo seguem bem ancoradas e não há evidências significativas de efeitos indiretos de inflação. O dirigente acrescentou que as projeções do banco vão indicar se um único aumento será suficiente ou se mais serão necessários, embora atualmente não veja necessidade de ir longe demais nos juros. A perspectiva de inflação para 2026 deve ser revisada para cima.
Já a presidente do BCE, Christine Lagarde, recusou-se a dar orientações específicas sobre a reunião de 11 de junho, reiterando a abordagem dependente de dados e reunião por reunião da instituição. Ela destacou o choque nos preços de energia, que simultaneamente pressiona a inflação e desacelera o crescimento, e disse que o banco monitora de perto eventuais efeitos de segunda ordem, como espirais salário-preço.
