As forças israelenses mataram um bebê palestino de sete meses durante uma operação na Cisjordânia ocupada, em um episódio que aprofunda a crise humanitária na região. Segundo relatos do The Guardian e da Al Jazeera, Sam Fahd Abu Haikal estava nos braços da mãe quando soldados abriram fogo contra o carro da família na área de Tel Rumeida, em Hebron, na última sexta-feira. Os pais da criança também ficaram feridos, apesar de o veículo ter atendido à ordem de parar.

O incidente ocorre em meio a um aumento da violência na Cisjordânia desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023. A Al Jazeera destaca que confrontos entre forças israelenses e grupos palestinos se tornaram mais frequentes, com operações militares e ataques a civis registrando crescimento nos últimos meses. O caso do bebê Sam reacende o debate sobre o uso da força em áreas densamente povoadas e os limites das ações de segurança.

As autoridades palestinas condenaram o ocorrido, classificando-o como um crime contra civis desarmados. O Exército de Israel, por sua vez, afirmou que investigará o episódio, mas não divulgou detalhes sobre as circunstâncias do tiroteio. A região de Hebron, uma das mais tensas da Cisjordânia, tem sido palco de repetidos confrontos, com restrições de movimento e operações militares frequentes.

O episódio reforça o clima de instabilidade na região, onde a escalada da violência desde 2023 já resultou em centenas de mortes de palestinos e israelenses. A comunidade internacional tem expressado preocupação com o agravamento da situação, mas até o momento não houve avanços significativos em negociações para conter o conflito.