As bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda nesta quarta-feira, 1, em um pregão de cautela que marcou o início do segundo semestre. O mercado acompanhou de perto o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã, movimento que ajudou a aliviar os preços do petróleo, além de repercutir indicadores econômicos da zona do euro e os discursos de dirigentes de bancos centrais, como o de Christine Lagarde.

A queda no preço do petróleo já reflete nos combustíveis. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, informou que a estatal reduziu o preço do diesel e do querosene de aviação entre terça (30) e quarta-feira (1). Segundo ela, a companhia ainda avalia se fará uma redução no preço da gasolina, com o objetivo de fornecer produtos que "caibam no bolso" do consumidor.

Enquanto o cenário macroeconômico europeu e o petróleo dão o tom da prudência, o mercado corporativo americano apresentou destaques setoriais expressivos. Na estreia em solo estadunidense, as ações da Bending Spoons registraram forte alta de 7%. No segmento financeiro, a ação do Bladex atingiu máxima histórica de US$ 63,17, e o setor de saúde viu as ações da Sonida Senior Living alcançarem a máxima de 52 semanas a US$ 41,93.

O lado real da economia e a infraestrutura de dados também marcaram presença nos negócios. A Fluor concluiu um projeto de modernização do metrô de Chicago, enquanto a Applied Digital colocou em operação 75 MW de capacidade de inteligência artificial na Dakota do Norte.

Para o segundo semestre, o olhar dos investidores permanece atento ao Federal Reserve. Davi Ramos, sócio da Vante Invest, avalia que a sinalização de uma postura mais rígida do Fed, combinada com riscos inflacionários de tensões geopolíticas e incertezas eleitorais no Brasil, deve manter o mercado em estado de alerta.