O Brasil não conseguiu consolidar o projeto de se tornar o primeiro fabricante de chips semicondutores da América Latina. A aposta na produção através da estatal Ceitec não se concretizou, interrompendo a trajetória que poderia ter inserido o país na cadeia global de fabricação de componentes eletrônicos.

Com o fracasso dessa iniciativa específica, o Brasil não se juntou ao grupo restrito de nações que dominam a tecnologia de fabricação de semicondutores. Atualmente, apenas Taiwan, Coreia do Sul, China e Estados Unidos possuem a capacidade plena de fabricar esses componentes essenciais para a indústria de tecnologia.

Enquanto o projeto brasileiro não avançou, outros mercados emergentes dão passos concretos na área. O Vietnã, por exemplo, marcou recentemente sua primeira vez com infraestrutura dedicada à fabricação de chips semicondutores, destacando-se como um novo ator no cenário internacional onde o Brasil pretendia atuar.

O cenário evidencia a disparidade entre a intenção inicial de desenvolvimento tecnológico nacional e a realidade atual da indústria. A não concretização da produção na Ceitec deixa o país dependente dos fornecedores internacionais que hoje detêm o monopólio da fabricação física desses insumos críticos.