A arrecadação federal deverá atingir novo pico neste ano, segundo projeção da própria equipe econômica do governo. De acordo com o Relatório de Receitas e Despesas do segundo bimestre, a expectativa é que impostos, contribuições federais e outras receitas — incluindo royalties do petróleo — somem 23,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, empatando com o recorde histórico registrado em 2010.
O número não surge do vácuo. O resultado é consequência direta de uma sequência de majorações tributárias promovidas pelo governo federal ao longo dos últimos anos, que ampliaram a base de incidência e elevaram alíquotas em diferentes setores da economia.
O dado levanta questões relevantes para o debate fiscal: se a arrecadação atinge máximas históricas em proporção ao PIB, a pressão sobre contribuintes e empresas opera no mesmo patamar — sinalizando que o espaço para crescimento via expansão da atividade privada segue comprimido por uma carga tributária entre as mais elevadas do mundo emergente.
