Segundo apuração da Agência Brasil, a mangaba consolidou-se como um ícone cultural e ambiental de Sergipe, representando a resistência de comunidades extrativistas que dependem da preservação de seus territórios para o sustento de dezenas de famílias e para manter um modo de vida integrado à natureza.
A reportagem destaca que, em Aracaju, as últimas remanescentes de mangabeiras concentram-se na região sul da cidade, área identificada como o epicentro da zona de expansão urbana. Nesse local, as árvores e as catadoras enfrentam forte pressão proveniente da especulação imobiliária, que ameaça a permanência desse patrimônio natural e social.
Por que importa: A disputa pelo uso do solo em zonas de expansão urbana coloca em risco não apenas a biodiversidade local, mas também a segurança alimentar e a identidade cultural de populações tradicionais, evidenciando o conflito entre o desenvolvimento imobiliário e a conservação de modos de vida sustentáveis já documentados na região.
