O ano de 2026 já tem seu maior IPO: a Cerebras, fabricante de chips para inteligência artificial, estreou na bolsa nesta quinta-feira (14) com uma avaliação de US$ 3,2 bilhões para seu CEO, Andrew Feldman. A empresa, fundada por um veterano do Vale do Silício, projeta-se como alternativa à Nvidia, líder absoluta no mercado de GPUs para IA, mas enfrenta um cenário competitivo acirrado.
Os chips da Cerebras são projetados para treinar modelos de linguagem grandes (LLMs) de forma mais eficiente, prometendo reduzir custos e tempo de processamento para empresas que desenvolvem sistemas de IA. A tecnologia se destaca por integrar milhares de núcleos em um único wafer — uma abordagem radicalmente diferente dos chips tradicionais, que usam múltiplas unidades interconectadas.
A abertura de capital ocorre em meio à corrida global por infraestrutura de IA, com gigantes como Alphabet e startups como Anduril investindo bilhões em data centers e hardware especializado. Analistas apontam que a Cerebras pode atrair clientes que buscam sair da dependência da Nvidia, mas alertam para desafios como escala de produção e adoção pelo mercado.
Feldman, que já vendeu três empresas e levou outra ao mercado antes da Cerebras, não detalhou como usará os recursos do IPO, mas sinalizou foco em expansão da capacidade fabril. A expectativa é que a estreia na bolsa acelere parcerias com desenvolvedores de IA e governos, especialmente em áreas como defesa e saúde.
