Durante cúpula em Pequim com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o líder chinês Xi Jinping invocou um conceito acadêmico pouco comum na diplomacia: a Armadilha de Tucídides. O termo, popularizado pelo cientista político de Harvard Graham Allison, descreve a tendência histórica de conflito armado quando uma potência emergente ameaça deslocar uma potência dominante — e Xi o citou justamente como algo que ambas as superpotências deveriam se esforçar para evitar.
O fim da Guerra Fria prometia uma paz duradoura. Por um tempo, funcionou. Mas esse equilíbrio começou a se desfazer, e analistas alertam que o mundo pode estar entrando em novo período em que a ruptura de uma ordem global abre caminho para a guerra. A ascensão da China reformula o dilema clássico: desta vez, argumenta-se, o país emergente pode virar a armadilha de cabeça para baixo — mudando não apenas quem detém o poder, mas os próprios termos em que esse poder é exercido.
Fonte: South China Morning Post
