O governo chinês impôs sanções de viagem a quatro parlamentares da Nova Zelândia, acusando-os de violar uma "linha vermelha" ao visitar Taiwan no início de maio. A medida, que abrange a China continental, Hong Kong e Macau, foi anunciada pela embaixada chinesa em Wellington e gerou reações imediatas dos governos neozelandês e australiano.
Entre os legisladores afetados estão Maureen Pugh, do Partido Nacional, e David Wilson, do NZ First, ambos integrantes da coalizão de centro-direita que governa o país. A Nova Zelândia, que mantém relações diplomáticas formais com Beijing, reconhece a política de "Uma Só China", mas permite contatos não oficiais com Taiwan. O Ministério das Relações Exteriores da Nova Zelândia anunciou que apresentará um protesto formal contra a decisão.
A Austrália, que não teve parlamentares diretamente envolvidos, também criticou a medida. A tensão ocorre em um contexto de crescente escrutínio sobre as relações entre países ocidentais e Taiwan, região que Beijing considera parte inalienável de seu território. A embaixada chinesa em Wellington reforçou que a visita dos legisladores "desrespeitou a soberania e a integridade territorial" da China.
A decisão chinesa reflete uma postura mais assertiva em questões relacionadas a Taiwan, especialmente em meio a disputas geopolíticas com nações que apoiam ou interagem com a ilha. Analistas apontam que sanções como essa podem se tornar mais frequentes, à medida que Beijing busca dissuadir apoios externos à autonomia taiwanesa.
