O cobre registrou alta pelo terceiro dia consecutivo nesta sessão, enquanto o alumínio estendeu sua recuperação após atingir uma mínima de quatro meses. Segundo analistas da Bloomberg, o movimento é sustentado pelo arrefecimento das expectativas de que o Federal Reserve (Fed) elevará novamente os juros nos Estados Unidos. A percepção de que o ciclo de aperto monetário pode estar próximo do fim tem reduzido a pressão sobre os ativos de risco e os metais industriais, historicamente sensíveis às condições de liquidez global.
Os contratos futuros do cobre negociados na London Metal Exchange (LME) avançaram 0,8%, acumulando ganhos de 3,2% na semana. Já o alumínio, que havia recuado para US$ 2.150 por tonelada no início do mês — seu menor patamar desde março —, subiu 1,1%, operando próximo a US$ 2.250. "A desaceleração da inflação nos EUA e os sinais de enfraquecimento no mercado de trabalho reforçam a tese de que o Fed pode adotar uma postura mais cautelosa", destacou um estrategista de commodities da Bloomberg.
A demanda por metais também tem sido beneficiada pela perspectiva de estímulos fiscais na China, maior consumidora global de cobre e alumínio. Dados recentes indicam que Pequim está acelerando projetos de infraestrutura para sustentar o crescimento econômico, o que pode elevar o consumo de matérias-primas industriais. No entanto, analistas alertam que a volatilidade persiste, especialmente diante da incerteza sobre a política monetária dos EUA e o ritmo de recuperação da economia chinesa.
O índice de metais industriais da LME acumula alta de 2,5% no mês, revertendo parte das perdas registradas desde abril. Ainda assim, os preços permanecem cerca de 15% abaixo dos picos observados em janeiro de 2023, refletindo a cautela dos investidores com o cenário macroeconômico global.
