Durante o jogo entre Portugal e Croácia pelas oitavas de final da Copa do Mundo, um gol de Gvardiol nos acréscimos foi anulado graças ao sistema tecnológico da bola oficial, a Al Rihla. Segundo apuração do Canaltech, o dispositivo contém sensores de Unidade de Medição Inercial (IMU), que detectam movimentos e posição com precisão. No lance, o chip identificou que a bola não havia cruzado totalmente a linha do gol, invalidando o tento croata e mantendo o empate que levaria a partida para a prorrogação.

A tecnologia IMU, presente na bola desde a Copa de 2022, combina acelerômetros e giroscópios para monitorar em tempo real dados como velocidade, rotação e trajetória. Essas informações são enviadas instantaneamente para o sistema de arbitragem, auxiliando decisões críticas. No caso do jogo contra Portugal, o sensor foi decisivo para corrigir um erro que poderia ter eliminado a seleção portuguesa ainda no tempo regulamentar.

A bola Al Rihla, desenvolvida pela Adidas, já havia sido usada em outras partidas do Mundial, mas o episódio envolvendo Portugal chamou atenção pela relevância do momento. O Canaltech destaca que, sem a tecnologia, o gol provavelmente seria validado, alterando o rumo da partida.

Por que importa: A tecnologia na bola reflete uma tendência crescente no futebol de integrar soluções digitais para aumentar a precisão das decisões em campo. Desde o VAR até sensores como o IMU, essas ferramentas têm gerado debates sobre o equilíbrio entre justiça esportiva e interferência tecnológica. O caso de Portugal reforça como esses avanços podem definir resultados em competições de alto nível, onde detalhes fazem diferença.