O Comitê de Política Monetária (Copom) deve reduzir a taxa básica de juros (Selic) para 14,75% na reunião desta semana, segundo projeções de mercado. A expectativa ganha força enquanto a curva de juros futuros registra o quarto dia consecutivo de quedas, sinalizando que os investidores já estão precificando o corte na próxima decisão do banco central.

Esse movimento de baixa nas taxas de Depósito Interfinanceiro (DI) ocorre em meio a um alívio nas tensões geopolíticas. Negociações de paz entre Estados Unidos e Irã ajudaram a acalmar os ânimos no Oriente Médio, fator que vinha pressionando os mercados. Com a diminuição desses riscos externos, a pressão inflacionária global tende a arrefecer, reduzindo a necessidade de manutenção de taxas de juros elevadas.

Apesar do otimismo com a queda dos juros futuros, o cenário doméstico apresenta desafios. Projeções de economistas para os principais indicadores macroeconômicos do país pioraram recentemente. Além disso, o mercado prevê um aumento do déficit primário em 2026, enquanto a expectativa para a dívida bruta do governo geral se mantém em 83% do PIB, o que exige atenção contínua dos formuladores de política econômica.