O cenário de oferta e preço do diesel no Brasil enfrenta forte pressão com o barril do petróleo ultrapassando a marca de US$ 110. Especialistas apontam que essa tendência pode afetar a economia brasileira e os investidores, enquanto o mercado registra os efeitos nos postos: segundo o Sincopetro, o litro do diesel está, em média, R$ 0,90 mais caro nos postos, diferença de mercado que se seguiu ao reajuste anunciado pela Petrobras.
Para evitar uma crise ainda maior, o governo adotou medidas de segurança no suprimento e contenção de preços. A Petrobras informou que parou um leilão de combustível para avaliar estoques. Paralelamente, o governo listou 62 cidades brasileiras como prioritárias para um pente-fino detalhado, sob suspeita de aumento abusivo no preço do combustível, e avalia pedir indenização contra distribuidoras e postos para conter a alta.
No âmbito tributário, o Ministério da Fazenda propôs aos Estados uma redução do ICMS sobre o diesel importado, como forma de ajudar a diminuir os preços da gasolina e do diesel no país. Economistas, no entanto, avaliam que o impacto sobre a inflação de uma isenção do diesel seria pequeno e revertido em pouco tempo, apesar de o tema ter sido um dos principais pontos da reforma da Previdência.
Na outra ponta do setor energético, a transição e a segurança do suprimento ganham fôlego com novos investimentos. A Spic anunciou que investirá R$ 1 bilhão para expandir a hidrelétrica de São Simão, após vencer um leilão. O projeto prevê a instalação de uma nova turbina de 310 MW, amparada por um contrato de 15 anos.
