A situação humanitária nos territórios palestinos ocupados atingiu novos níveis de gravidade, com relatos de mortes evitáveis e restrições severas a cuidados médicos. Na Cisjordânia, um bebê palestino morreu após forças israelenses bloquearem seu atendimento médico urgente, segundo informações da Al Jazeera. No mesmo dia, um adolescente de 16 anos foi baleado e morto por tropas israelenses na região, enquanto dois palestinos foram mortos em Gaza em incidentes separados.

Em Gaza, a pressão sobre a população civil se intensifica com protestos diante do Complexo Médico Al-Shifa, onde palestinos exigem a liberação de restrições para evacuações médicas. Manifestantes denunciam que as limitações impostas por Israel impedem o acesso a tratamentos essenciais fora da Faixa de Gaza, agravando crises de saúde já críticas. A Al Jazeera também registrou o caso de um detento palestino em condições degradantes, cuja foto gerou comoção entre famílias que reconheceram o homem como um parente desaparecido.

A situação dos presos palestinos sob custódia israelense também desperta preocupação. O diretor do Hospital Indonésio em Gaza, Hussam Abu Safia, está em estado crítico após mais de 555 dias de detenção, segundo um grupo de direitos humanos citado pela Al Jazeera. Seu filho, Elyas Abu Safia, afirmou que o pai mal consegue respirar ou falar, sinalizando um possível colapso no sistema de saúde e nas condições carcerárias. As restrições a evacuações e a violência contra civis seguem como pontos centrais de uma crise humanitária em expansão.