O conflito no Oriente Médio está elevando os riscos para a cadeia de suprimentos de alumínio e níquel, colocando em xeque o ambicioso avanço da energia limpa em diversas nações asiáticas. O impacto pode encarecer painéis solares, turbinas eólicas e obras de expansão da rede elétrica na região.

Países como Indonésia, Vietnã e Filipinas intensificaram nos últimos anos a instalação de painéis solares residenciais e outras infraestruturas verdes, impulsionados pelas altas nas contas de energia derivadas dos preços elevados do petróleo e do gás. Agora, esses mesmos projetos enfrentam incertezas crescentes diante do bloqueio que o conflito impõe às rotas de produção e distribuição dos metais essenciais à transição energética.

O alumínio é componente fundamental em estruturas de painéis fotovoltaicos e em cabos de transmissão elétrica, tornando sua escassez um obstáculo direto às metas climáticas regionais.