As taxas de juros futuros no Brasil interromperam a sequência de altas e registraram queda nesta terça-feira (2), devolvendo parte dos ganhos da véspera. Segundo dados de mercado, a taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, referência de curtíssimo prazo, recuou 4,5 pontos-base, fechando a 14,160%. O movimento ocorreu mesmo com o mercado seguindo precificando uma taxa Selic terminal mais baixa e monitorando tensões no Oriente Médio.

Apesar da alívio momentâneo na curva, o cenário de longo prazo permanece sob vigilância devido às fragilidades nas contas públicas. Um estudo elaborado por três auditores da Receita Federal revela que a Previdência Social perde 56% do valor que poderia ser arrecadado. Esse rombo é causado por benefícios tributários, sonegação, inadimplência e litígios, fatores que elevam o risco fiscal e podem influenciar a precificação dos juros futuros ao sinalizar dificuldades no equilíbrio das contas do governo.

O comportamento dos ativos brasileiros refletiu um dia de maior apetite por risco nos mercados globais, com o Ibovespa subindo 1,16% e atingindo 174.197,10 pontos, impulsionado por recordes em Wall Street e pela alta de ações de grandes empresas como a Vale. Simultaneamente, o dólar comercial apresentou queda de 0,27%, fechando cotado a R$ 5,009, ignorando ruídos externos como ameaças de novas tarifas por parte dos Estados Unidos.