Os metais preciosos registraram queda acentuada nesta sexta-feira (5), com o ouro recuando 3% e a prata derretendo 6%. A pressão vendedora foi impulsionada principalmente pela divulgação de dados de emprego nos Estados Unidos mais fortes do que o esperado, cenário que ocorreu mesmo com taxas já elevadas e incertezas geopolíticas em curso.
O relatório do mercado de trabalho americano fez investidores repensarem imediatamente a trajetória dos juros norte-americanos. Como reflexo, o mercado voltou a precificar uma elevação nas taxas pelo Federal Reserve (Fed) em outubro, abandonando apostas anteriores de afrouxamento monetário. Esse movimento de expectativa de aperto monetário fortaleceu o dólar e elevou os juros dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries), fatores que tradicionalmente pressionam os ativos que não pagam rendimentos fixos, como o ouro e a prata.
Apesar de as tensões no Oriente Médio permanecerem no radar dos investidores, o foco do pregão voltou-se integralmente para a política monetária americana e a força da economia local. A combinação de dólar em alta e yields dos títulos em ascensão criou um ambiente hostil para os metais preciosos, que fecharam o dia sob forte venda, refletindo a nova avaliação dos agentes econômicos sobre o ciclo de juros nos EUA.
