O colapso da fintech Naskar Gestão de Ativos Ltda. — que desapareceu com R$ 900 milhões de aproximadamente 3 mil investidores na primeira semana de maio — levanta questionamentos que vão além da empresa em si. Segundo fonte do mercado financeiro, o distribuidor oficial da Naskar também não está isento de responsabilidade pelo esquema.

Fundada em agosto de 2013, a Naskar construiu sua reputação prometendo rendimentos acima da média do mercado, com juros entre 1,5% e 2,5% ao mês — uma promessa mantida por quase 13 anos de aparente estabilidade. No entanto, o colapso era questão de tempo: a empresa operava por meio de contratos de mútuo, modalidade de transferência de propriedade cujo amparo jurídico e regulatório é limitado no sistema financeiro brasileiro.

Para fontes do setor, o distribuidor oficial, ao intermediar a captação de clientes para um modelo de negócio estruturalmente frágil, teria agido com negligência — ou pior. A investigação sobre o caso promete ampliar o círculo de responsáveis pelo prejuízo milionário imposto aos investidores.