O dólar canadense (CAD) opera em terreno negativo nesta quarta-feira, pressionado por uma combinação de fatores externos e domésticos que favorecem o dólar americano (USD). O par USD/CAD é negociado em torno de 1,3760–1,3773, próximo das máximas de um mês, refletindo o enfraquecimento da divisa canadense.
No front doméstico, o CPI canadense veio abaixo do esperado, surpreendendo negativamente os mercados. O Deutsche Bank destacou que a inflação mais fraca reduz a percepção de necessidade de aperto monetário pelo Banco do Canadá no curto prazo, retirando suporte da moeda. O banco Scotiabank confirmou a fraqueza do CAD após o dado, com estrategistas apontando o desempenho inferior da divisa no pregão.
Do lado externo, o tom hawkish do Federal Reserve segue sustentando o dólar americano globalmente. As tensões com o Irã adicionam um componente geopolítico que reforça a busca por ativos seguros denominados em USD. Paralelamente, a queda nos preços do petróleo penaliza adicionalmente o CAD, moeda historicamente correlacionada com as commodities energéticas. O EUR/CAD também avançou, negociado em torno de 1,5960 durante a sessão europeia.
O foco do mercado agora se volta para a divulgação das atas do FOMC de abril. Segundo a TD Securities, o documento deve esclarecer quantos membros apoiaram a remoção do viés de afrouxamento e o nível de divisão dentro do comitê após as recentes dissidências hawkish — sinais que podem ampliar ainda mais o diferencial de juros contra o dólar canadense.
