A moeda americana abriu nesta quinta-feira (9) com leve queda de 0,15%, cotada a R$ 5,1406, segundo dados do G1 Economia. A variação ocorre em meio à cautela dos investidores diante dos novos ataques entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, que já se repetiram por dois dias consecutivos. Paralelamente, o petróleo Brent subiu 0,58% para US$ 78,52, conforme informações da Folha Mercado e G1.
A instabilidade nas relações EUA-Irã, centrada na disputa pelo Estreito de Ormuz — rota estratégica para o transporte de petróleo e gás — é o principal fator por trás dos movimentos. Os ataques, anunciados pelos dois países, geram incertezas sobre o suprimento energético global, elevando a demanda por petróleo e pressionando o dólar. A Folha Mercado destaca que a menor liquidez cambial na quinta-feira, devido ao feriado em São Paulo, pode amplificar a volatilidade.
Para o consumidor comum, a alta do petróleo pode se traduzir em aumento dos preços de combustíveis, impactando diretamente o orçamento familiar. Já a leve depreciação do dólar pode elevar o custo de importações, como alimentos e tecnologia. O G1 Economia ressalta que, apesar da volatilidade, o mercado manteve estabilidade geral, com o dólar encerrando o dia com recuo de 0,07% a R$ 5,1485.
Enquanto isso, o governo federal está negociando uma medida provisória para renegociar dívidas rurais, segundo o secretário do Tesouro Nacional, Dário Durigan. A MP, que custaria entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões anuais ao Tesouro, não está diretamente ligada aos movimentos cambiais ou ao preço do petróleo. O foco, portanto, permanece nas tensões geopolíticas e seus reflexos no bolso dos brasileiros.
