Três grandes instituições financeiras globais convergem na avaliação de que o dólar americano vive um momento decisivo nesta semana de 19 de maio de 2026, com analistas divididos entre a expectativa de forte alta e uma pausa técnica no índice da moeda.
O Barclays lidera o otimismo com o dólar, afirmando que "as estrelas estão se alinhando" para que o greenback capitalize as condições recentes de mercado, com espaço para um rali considerável. O banco cita como catalisadores a queda no sentimento de risco desde a semana passada, o impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã e o encontro entre Trump e Xi em Pequim, que se revelou um não-evento para os mercados.
Paralelamente, o Deutsche Bank destaca uma aparente contradição no mercado asiático: o PIB do Japão cresceu acima do esperado no primeiro trimestre de 2026, reforçando a tese de novos aumentos de juros pelo Banco do Japão (BoJ), mas mesmo assim o iene japonês (JPY) recuou levemente frente ao dólar — sinal de que a força do USD prevalece sobre fundamentos locais positivos.
Já o OCBC, por meio do estrategista de câmbio Christopher Wong, aponta para uma pausa momentânea no rali do Índice Dólar (DXY), pressionado pela queda nos rendimentos dos Treasuries americanos e pela ausência de dados econômicos de primeiro escalão nesta segunda-feira. A atenção dos mercados se volta agora para as atas do FOMC e os PMIs preliminares dos EUA, que serão determinantes para avaliar a persistência da inflação e o ritmo da atividade econômica americana nas próximas semanas.
