O dólar fechou em alta de 1,32%, a R$ 5,1752, nesta quinta-feira (18), um dia após o Banco Central reduzir a taxa Selic pela terceira vez consecutiva. Apesar do corte na taxa básica de juros — medida normalmente associada à desvalorização da moeda norte-americana —, os investidores reagiram com cautela ao comunicado do Copom, que gerou ruído por causa da ambiguidade sobre o horizonte relevante para a convergência da inflação à meta.

A incerteza sobre o prazo em que o BC espera alcançar a meta de inflação dividiu o mercado. Enquanto alguns interpretaram a linguagem como sinal de que novos cortes podem vir, outros viram sinais de que o Banco Central está mais preocupado com riscos inflacionários, o que gerou ajustes de posições e pressão sobre o dólar. A alta da moeda ocorreu mesmo com a curva de juros futuros registrando ganhos, refletindo expectativas de mais reduções futuras.

A controvérsia não veio da decisão de cortar a Selic, mas da forma como o comunicado foi redigido. Economistas apontam que a falta de clareza sobre o horizonte de política monetária aumentou a volatilidade, levando os agentes a reavaliarem seus cenários para o Brasil e os EUA simultaneamente, o que intensificou a busca por ativos mais seguros e pressionou o câmbio para cima.