O mercado financeiro brasileiro operou em tom de expectativa nesta terça-feira (16), véspera da chamada "Super Quarta", quando o Banco Central do Brasil e o Federal Reserve (Fed), dos Estados Unidos, anunciarão suas respectivas taxas básicas de juros. Sob a influência dessas decisões iminentes de política monetária, o dólar comercial fechou em alta, cotado a R$ 5,086, enquanto o índice Ibovespa registrou queda de 0,45%, encerrando o pregão aos 169.648,47 pontos.
A volatilidade na bolsa foi impulsionada não apenas pela aguardada definição das taxas de juros, mas também pelo recuo nas ações da Petrobras, refletindo um tombo nos preços do petróleo que, pela primeira vez desde março, ficou abaixo de US$ 80 após um acordo entre EUA e Irã. Apesar do alívio em tensões geopolíticas globais, a moeda americana destoou do desempenho externo e avançou 0,39% no Brasil, demonstrando a sensibilidade dos investidores locais ao cenário de juros e fiscalidade.
Nesse contexto de incerteza fiscal e aguardo por definições monetárias, a agência de classificação de risco Fitch manteve a nota de crédito do Brasil em "BB". Segundo a agência, a classificação reflete o tamanho e a diversificação da economia brasileira, mas aponta limitações devido à trajetória crescente da dívida pública e à rigidez orçamentária do país. O cenário reforça a atenção dos analistas para os desdobramentos das reuniões de política monetária que se concluem amanhã.
