A China está investindo pesado em infraestrutura energética, incluindo transmissão, renováveis, baterias e geração de energia, segundo relatos de ex-embaixador dos EUA Nicholas Burns. Esses esforços visam fortalecer a cadeia de suprimentos tecnológica, um elemento crítico para o desenvolvimento de inteligência artificial.

Enquanto os EUA mantêm liderança em tecnologia de IA, o ex-secretário do Tesouro Hank Paulson alerta que escassez de eletricidade pode se tornar um gargalo. A demanda por centros de dados, impulsionada pelo crescimento da IA, exige grandes volumes de energia, e a China parece estar preparada para atender a essa necessidade com políticas públicas agressivas.

A estratégia energética do país não apenas busca sustentar seu avanço em IA, mas também reconfigurar cadeias globais de suprimentos. Isso coloca a China em posição de potencial vantagem, já que a disponibilidade de energia confiável e acessível é um fator determinante para o escalonamento de tecnologias intensivas em computação.

Embora os EUA ainda liderem em inovação de IA, a competição por recursos energéticos pode redefinir o equilíbrio de poder tecnológico. A capacidade de garantir energia limpa e eficiente pode ser o diferencial na corrida por dominação em inteligência artificial, segundo análises de especialistas em tecnologia e geopolítica.