Um oficial dos Estados Unidos informou à agência Reuters que um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah foi acordado. A confirmação da negociação ocorre em um cenário de intensos bombardeios israelenses no sul do Líbano, onde cidades enfrentam grande destruição. Segundo o relato, procissões de luto têm percorrido montes de escombros enquanto o som dos bombardeios ainda ecoa nas colinas além da cidade.
Apesar do avanço diplomático no fronte libanês, as conversas de paz entre os Estados Unidos e o Irã, que estavam previstas para ocorrer na Suíça, foram canceladas de forma abrupta. A Casa Branca declarou que os EUA ainda aguardam dar continuidade ao processo, mas o diálogo sofreu interrupções em meio às novas ações militares israelenses no Líbano. Paralelamente, o político americano JD Vance criticou os opositores israelenses do acordo proposto, embora não tenha viajado para a Europa conforme o planejado.
Enquanto o cessar-fogo representa uma tentativa de desescalada imediata, perspectivas publicadas pela Al Jazeera apontam que o acordo entre Líbano e Israel pode estar pavimentando o caminho para a próxima guerra. Segundo essa análise, o texto do acordo garante que o Líbano seja responsabilizado por conflitos futuros, indicando que a trégua atual pode não resolver as tensões estruturais da região.
