Os Estados Unidos e o Irã assinaram um acordo de paz que entra em vigor imediatamente, encerrando o estado de hostilidades entre as duas nações. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atuou como mediador principal desde o início do conflito envolvendo também Israel no final de fevereiro. Segundo Sharif, o memorando foi firmado pelos presidentes de ambos os países e endossado por ele próprio em uma publicação nas redes sociais.

Como parte direta do entendimento, o Irã comprometeu-se a reabrir imediatamente o Estreito de Ormuz, enquanto os Estados Unidos levantaram seu bloqueio naval na região. A notícia do acordo teve impacto imediato nos mercados globais de energia: o preço do petróleo Brent caiu para abaixo de US$ 71 o barril, atingindo níveis não registrados desde o início das operações militares, refletindo as expectativas de normalização do fluxo comercial no golfo.

No cenário político interno de Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu enfrenta pressão crescente após ser excluído das negociações que resultaram no acordo entre Washington e Teerã. A exclusão do líder israelense do processo diplomático, conduzido pelos EUA com mediação paquistanesa, gerou um novo cenário de tensão em Jerusalém, enquanto se consolida o fim formal das hostilidades diretas entre as superpotências envolvidas no conflito.