Washington e Tel Aviv teriam alimentado a improvável expectativa de instalar Mahmoud Ahmadinejad como líder do Irã, segundo revelação publicada nesta quarta-feira pelo The Guardian.
A escolha desconcerta analistas: Ahmadinejad é um declarado antissionista, tornando a ideia de que Israel o visse como interlocutor viável uma das apostas geopolíticas mais paradoxais dos últimos tempos.
O ex-presidente iraniano é conhecido por um estilo de comunicação populista e pela habilidade de dominar manchetes — características que, segundo o Guardian, poderiam explicar por que Trump teria se identificado com ele. O presidente americano, igualmente marcado pelo populismo e pela retórica de impacto, teria enxergado no adversário histórico de Washington um perfil familiar.
A reportagem questiona, porém, como Israel poderia considerar um homem com histórico de hostilidade declarada ao Estado judeu como alguém com quem se pode "fazer negócios". A pergunta permanece sem resposta clara — e a própria ideia é descrita pelo veículo britânico como desconcertante.
Fonte: The Guardian, 20 de maio de 2026.
