O governo Trump indiciou o ex-presidente cubano Raul Castro em conexão com o abate de aviões em 1996, em um movimento descrito como uma das mais agudas escaladas de tensão entre Washington e Havana nas últimas décadas.

Apesar da gravidade da medida, o presidente Donald Trump afirmou não esperar uma escalada com Cuba após o indiciamento, declarando que os Estados Unidos estão "libertando Cuba". A declaração busca enquadrar a ação judicial como parte de uma agenda de pressão política sobre o regime cubano, e não como prelúdio de confronto militar.

O indiciamento de Raul Castro marca um ponto de inflexão nas relações bilaterais, que já vinham deterioradas há anos. O abate de 1996 envolveu aeronaves civis e gerou condenação internacional à época.

A semana diplomática agitada de Trump também incluiu declarações sobre negociações com o Irã, que estariam em "estágio final", e uma surpreendente defesa de estudantes chineses nos Estados Unidos — posição que gerou reações entre aliados conservadores do presidente.