Dólar se aproxima de máxima de seis semanas; ouro e prata cedem com yields em alta histórica


O mercado de câmbio opera nesta terça-feira (20) sob o sinal claro da força do dólar americano, com o par EUR/USD continuando sua trajetória de queda diante de um conjunto de fatores que reforçam a tese de que o Federal Reserve (Fed) pode elevar juros antes do fim do ano.

Dólar no comando

O Índice do Dólar Americano (DXY), que mede o desempenho do greenback frente a seis moedas principais, opera próximo à máxima das últimas seis semanas, em 99,40 — com analistas projetando continuidade da valorização em direção ao nível psicológico de 100,00 pontos. O suporte à moeda americana vem de dois vetores simultâneos: preocupações com a inflação persistente e o crescimento das apostas em novas altas de juros pelo Fed.

Mercado precifica 50% de chance de alta até dezembro

Segundo dados compilados pelos mercados futuros, os traders já embutem uma probabilidade de 50% de um aumento de juros até o final de 2026. A impaciência dos investidores se intensificou diante do prolongado impasse geopolítico entre Estados Unidos e Irã e do fechamento do Estreito de Ormuz — rota estratégica para o comércio global de energia —, o que adiciona pressão inflacionária ao cenário.

Do lado diplomático, o presidente Donald Trump reitera ameaças de novos ataques ao Irã caso um acordo não seja firmado, enquanto Teerã alerta que o país acumulou conhecimento militar a partir dos confrontos anteriores. O impasse segue sem resolução.

Rendimentos do Tesouro disparam — 30 anos no maior nível desde 2007

Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano seguem em alta, com o yield do papel de 30 anos atingindo o maior patamar desde 2007 — um sinal de que o mercado de renda fixa está reavaliando o custo do dinheiro no longo prazo. Yields mais altos encarecem o crédito, fortalecem o dólar e tornam ativos de risco e reservas de valor relativamente menos atraentes.

Metais preciosos recuam sob pressão dos juros reais

A alta dos rendimentos reais fez sentir seu peso sobre as commodities monetárias. A prata seguiu o ouro para baixo, renovando mínimas recentes enquanto a pressão dos yields se estende. Ouro e prata, ativos historicamente associados à proteção da riqueza contra a desvalorização monetária, perdem atratividade relativa quando o retorno dos títulos de renda fixa sobe — um dilema clássico entre preservação de capital e custo de oportunidade.


Matéria elaborada com base exclusivamente nas fontes: FXStreet e ForexLive/InvestingLive (20/05/2026).