As exportações japonesas avançaram 14,8% em bases anuais em abril, superando com folga a projeção de mercado de 9,3% e marcando o oitavo mês seguido de resultados acima do esperado. O desempenho gerou um superávit comercial surpreendente de 301,9 bilhões de ienes.

O resultado foi impulsionado, em parte, pelo colapso das importações de petróleo bruto, que despencaram 64% em volume — a maior queda registrada desde 1980 —, comprimindo significativamente a conta de importações e ampliando o saldo positivo da balança comercial.

No campo monetário, o membro do conselho de política do Banco do Japão, Koeda, afirmou que a inflação subjacente já se encontra na faixa de 2%. O índice PMI flash do país, contudo, recuou em maio para o nível mais baixo em cinco meses, ao mesmo tempo em que os preços de venda atingiram máxima histórica, sinalizando pressões inflacionárias persistentes na economia japonesa.