Famílias de sete vítimas de um tiroteio em massa ocorrido em uma escola secundária em British Columbia, no Canadá, entraram com uma ação judicial contra a OpenAI e seu CEO. As famílias acusam a empresa de negligência por não ter alertado as autoridades sobre as conversas perturbadoras que o atirador manteve com o ChatGPT antes do ataque fatal em Tumbler Ridge.

As ações, protocoladas nesta quarta-feira em um tribunal federal em San Francisco, alegam que funcionários da OpenAI foram instados a notificar as autoridades meses antes do ocorrido. Segundo os documentos, a empresa falhou em agir mesmo diante das intenções violentas demonstradas pelo atirador durante suas interações com a inteligência artificial.

O processo destaca a responsabilidade das desenvolvedoras de IA em monitorar e reportar comportamentos de risco identificados por seus sistemas. Ao não comunicar os sinais de perigo às autoridades competentes, a OpenAI é acusada pelas famílias de ter contribuído para a tragédia que ceifou a vida de sete pessoas na escola canadense.