O Senado realizou no dia 1º de maio uma sessão de debates sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. O tema tem gerado discussões sobre seus impactos econômicos e o momento político em que é analisado.
Durante a sessão, representantes do setor produtivo apontaram a possível elevação dos custos de produção caso a mudança na jornada seja aprovada. Além da preocupação econômica, as entidades defenderam que o debate sobre a matéria não seja influenciado pelo calendário eleitoral.
Antes da sessão, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), se reuniu com parlamentares. Governistas e a CUT demonstram otimismo com a tramitação da PEC da 6x1 no Senado. Os defensores da mudança de jornada afirmam que Alcolumbre indicou uma tramitação rápida e está 'em sintonia com o povo'.
A avaliação de que o tema não pode ser contaminado pelas eleições ressalta a tensão entre o calendário político e as consequências jurídicas e legislativas da proposta, que altera diretamente as regras trabalhistas na Constituição.
