De acordo com uma pesquisa realizada pela empresa Glean, profissionais do Reino Unido estão gastando, em média, 6,3 horas por semana supervisionando e corrigindo erros de ferramentas de inteligência artificial. Esse tempo representa cerca de 15-16% de uma jornada padrão de 40 horas, ou seja, não metade do dia, mas uma parcela significativa do tempo de trabalho.
O fenômeno, conhecido no mercado como "botsitting", reflete o desafio de integrar a IA ao fluxo de trabalho humano. Os erros cometidos pelas ferramentas exigem monitoramento constante, o que impacta a produtividade e exige ajustes contínuos por parte dos usuários. A pesquisa destaca que esse custo não é apenas de tempo, mas também de recursos humanos dedicados à manutenção de sistemas de IA.
A crescente adoção de inteligência artificial em empresas levanta questões sobre a eficiência dessas tecnologias. Enquanto a IA promete automatizar tarefas, a necessidade de correção manual indica que ainda há um vazio entre o potencial da tecnologia e sua aplicação prática. Para os usuários finais, isso significa um investimento contínuo de esforço para garantir resultados precisos.
A Glean, que realizou o estudo, sugere que empresas devem focar em melhorar a qualidade dos algoritmos de IA e na capacitação dos funcionários para lidar com suas limitações. A redução de erros, portanto, depende tanto do avanço técnico quanto da adaptação humana ao uso dessas ferramentas.
