Em dezembro de 2022, o G7 e a União Europeia anunciaram um teto de preço de US$ 60 por barril para o petróleo russo. A decisão, coordenada entre as duas entidades, tem como objetivo reduzir a receita gerada por exportações de combustíveis à Rússia, limitando assim os recursos disponíveis para sua máquina de guerra. A medida é aplicável globalmente, ou seja, afeta mercados internacionais que comercializam petróleo russo.

A iniciativa reflete a resposta conjunta das potências ocidentais à guerra na Ucrânia, que entrava em seu décimo mês na época do anúncio. A estratégia busca conter a capacidade financeira da Rússia, que depende significativamente das exportações de petróleo para financiar suas operações. A coordenação entre G7 e UE demonstra um esforço unificado para pressionar economicamente Moscou.

A implementação do teto de preço já enfrenta desafios práticos. Países como a Índia e a China, que mantêm relações comerciais com a Rússia, podem optar por não aderir à medida, criando brechas no esquema. Além disso, a eficácia do limite depende de sua aplicação consistente por parte dos signatários. Analistas destacam que, embora simbólico, o movimento reforça a determinação das potências ocidentais em isolar economicamente a Rússia.

A decisão também levanta questões sobre a sustentabilidade a longo prazo. Se a Rússia encontrar alternativas para contornar o teto, como aumentar exportações para mercados não regulados ou reduzir preços para manter demanda, o impacto da medida pode ser limitado. No entanto, enquanto a guerra na Ucrânia persistir, o teto de preço permanece como uma ferramenta-chave na estratégia econômica das nações aliadas.