O presidente do Banco Central, Gabriel Galipolo, voltou a defender publicamente o acordo firmado pela instituição com o ex-presidente da autarquia Roberto Campos Neto. Pelo acerto, Campos Neto assinou um termo de leniência e pagou R$ 300 mil ao regulador em razão de irregularidades identificadas em contratos de câmbio do período em que ele atuava como diretor do Banco Santander.
A posição de Galipolo reforça a legitimidade do processo conduzido pelo BC, sinalizando que a autarquia seguiu os ritos regulatórios cabíveis ao identificar as falhas e propor a solução negociada. O acordo de leniência é um instrumento que permite ao investigado reconhecer irregularidades e firmar compromissos com o órgão regulador, evitando penalidades mais severas.
O caso envolve dois presidentes do Banco Central em momentos distintos: Campos Neto, que comandou a instituição até o fim de 2024, e Galipolo, seu sucessor, que agora defende a condução do processo. A multa de R$ 300 mil foi o desfecho do acordo relacionado às condutas verificadas na gestão privada de Campos Neto no Santander, antes de ele assumir a chefia do BC.
