O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta terça-feira (19) que a liquidação do Banco Master não representava risco sistêmico ao sistema financeiro brasileiro. Durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, Galípolo defendeu a decisão da autoridade monetária, que decretou a liquidação da instituição em novembro do ano passado após identificar indícios de irregularidades.
Para dimensionar o tamanho do banco, o dirigente recorreu a uma analogia esportiva: o Master seria como um clube da "3ª divisão de futebol" do sistema financeiro — ou seja, uma instituição de porte relativamente pequeno para gerar contágio no setor. Ainda assim, Galípolo reconheceu que o uso do dinheiro oriundo das irregularidades identificadas "chama atenção".
A liquidação foi conduzida pelo Banco Central após investigações que apontaram irregularidades na gestão da instituição, cujo dono é o empresário Daniel Vorcaro. O caso segue sob escrutínio do Congresso Nacional.
