O mercado financeiro revisou suas expectativas para o ciclo de juros no Brasil, passando a enxergar a taxa Selic em patamares estruturalmente altos por um período prolongado. Segundo pesquisa divulgada pelo Money Times, gestores projetam que os juros permanecerão elevados para além de 2027. O movimento reflete preocupações persistentes do setor com o comportamento da inflação nos próximos anos, indicando um cenário de custo de crédito mais oneroso no longo prazo para a economia.
Enquanto o horizonte de juros se alonga, a atividade econômica recente apresentou sinais de recuperação. O Banco Central informou que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado a prévia do PIB, cresceu 0,51% em abril na comparação com março, na série com ajuste sazonal. O resultado representa uma inversão de tendência em relação a março, quando o indicador havia registrado queda de 0,18% (dado revisado), marcando a maior alta desde fevereiro.
Esse cenário de projeções de juros altos e dados de atividade mistos ganha destaque em meio a uma semana decisiva para a política monetária global. A chamada "Super Quarta" coloca em foco as decisões simultâneas do Comitê de Política Monetária (Copom) no Brasil e do Federal Reserve (Fed) nos Estados Unidos. As expectativas predominantes entre economistas e investidores apontam para caminhos divergentes das autoridades monetárias de ambos os países, influenciando diretamente as operações nas bolsas e a cotação do dólar.
