Dezesseis meses após o início de seu segundo mandato, Donald Trump enfrenta índices de impopularidade historicamente elevados entre o eleitorado americano — mas sua influência sobre a base Maga permanece inabalável.
Esse poder ficou em evidência nas últimas duas semanas, quando o presidente derrubou uma série de republicanos que ele considerava apóstatas por não demonstrarem lealdade pessoal suficiente. A chamada "gira da vingança" continuou na terça-feira, quando um fiel escolhido a dedo pelo próprio Trump derrotou o congressista Thomas Massie, crítico frequente do presidente.
A ofensiva interna levanta, porém, uma questão estratégica central: ao punir dissidentes dentro do próprio partido, Trump consolida o controle sobre a legenda no curto prazo, mas corre o risco de alienar eleitores moderados e fragmentar a coalizão republicana justamente às vésperas das eleições de meio de mandato — pleito historicamente desfavorável ao partido do presidente.
Fonte: South China Morning Post
