Os estoques globais de petróleo estão despencando em ritmo sem precedentes. Segundo o Goldman Sachs, os estoques visíveis de óleo bruto e combustíveis recuaram 8,7 milhões de barris por dia somente em maio — um ritmo recorde e quase o dobro da média registrada desde o início do conflito na região.

O principal fator por trás da queda é a drástica redução dos fluxos pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de energia. Os fluxos pelo estreito operam atualmente em apenas 5% dos níveis normais, com exportações fortemente comprimidas.

O cenário de escassez impulsionou o petróleo Brent para próximo de US$ 106 por barril, acumulando alta superior a 70% no ano. A velocidade da drenagem dos estoques sinaliza pressão crescente sobre a oferta global de energia, reforçando o alerta do banco para possível continuidade no movimento de alta dos preços.