O governo federal propôs uma mudança na estratégia para conter os preços do diesel importado no país. Em vez de um corte do ICMS, como proposto anteriormente, a nova ideia é conceder um subsídio direto aos importadores do combustível. A medida, se implementada, pode impactar diretamente os preços da gasolina e do diesel no mercado nacional.
A proposta foi apresentada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, aos estados. No entanto, a viabilidade da subvenção enfrenta um obstáculo estrutural: segundo fontes, a proposta da União só funciona com a adesão de todos os Estados, o que exige um esforço coordenado para que o mecanismo seja implementado.
A pressão por ações que controlem a alta dos preços se justifica por distorções identificadas no mercado. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) autuou a Vibra Energia após fiscalização apontar que a empresa elevou o preço do diesel em cerca de R$ 1,06 por litro, enquanto seu custo subiu apenas R$ 0,03 no mesmo período — uma diferença de 35 vezes acima do repasse de custo.
Enquanto o governo tenta articular a nova política de subsídios na ponta da importação, o setor de produção enfrenta suas próprias dificuldades. A Constellation, maior perfuradora de poços de petróleo offshore no Brasil, registrou prejuízo de US$ 146,4 milhões em 2024, embora tenha encerrado o ano com US$ 228 milhões em caixa.
